Atualização EDRO — setembro de 2026

O fenómeno que começou como uma previsão está agora instalado no Pacífico. NOAA e OMM apontam para um El Niño muito forte, com possibilidade de atingir níveis históricos no final de 2026. Em Portugal, o sinal climático é menos direto — mas chega num momento em que o território já enfrenta os efeitos de um verão extremamente quente e seco, apesar da recuperação parcial da precipitação em agosto.**

O El Niño 2026–27 entrou numa nova fase.

Quando a EDRO publicou a primeira análise, o fenómeno ainda estava a formar-se. As previsões apontavam para uma elevada probabilidade de desenvolvimento durante o verão e para a possibilidade de um evento forte no inverno.

Agora, em setembro, a situação é diferente.

O El Niño está confirmado, está a intensificar-se e os principais centros internacionais aumentaram novamente o grau de confiança na sua intensidade.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) estima uma probabilidade próxima dos 100% de persistência do El Niño até fevereiro de 2027 e prevê que o fenómeno atinja uma intensidade muito forte antes do pico, esperado para o final deste ano.

A NOAA/CPC mantém igualmente o estado de El Niño Advisory e estima uma probabilidade superior a 90% de um evento muito forte durante o outono e inverno de 2026–27. O organismo norte-americano estima ainda que, no período outubro–dezembro, exista uma probabilidade de cerca de 69% de o evento ultrapassar a intensidade dos El Niños registados desde 1950, segundo a sua métrica relativa RONI.

A atualização divulgada em setembro elevou, portanto, a questão:

Já não é apenas saber se haverá El Niño. É saber quão forte será e como os seus efeitos se vão combinar com um planeta, um Atlântico e um território português já muito aquecidos.

 

O que mudou desde a nossa última análise?

Mudaram três coisas fundamentais.

1. O El Niño ganhou força

Em agosto, a NOAA registava um valor de +1,4 °C no Niño 3.4, +1,7 °C no Niño 3 e +2,9 °C no Niño 1+2.

Mais importante ainda: o oceano abaixo da superfície apresentava anomalias que chegaram a +10 °C em profundidade, sinal de uma enorme acumulação de calor disponível para alimentar o fenómeno.

A atualização de setembro mostra que o aquecimento continuou.

Os dados mais recentes divulgados pelo CPC indicam, para a semana de 8 de setembro, anomalias de aproximadamente +1,8 °C no Niño 3.4, +2,7 °C no Niño 3 e +3,9 °C no Niño 1+2.

O aquecimento está, portanto, particularmente concentrado no Pacífico tropical central e oriental.

2. A confiança aumentou

Em junho, a NOAA apontava para a possibilidade de um evento muito forte.

Em agosto, a probabilidade de um El Niño muito forte já ultrapassava 90%.

Em setembro, a OMM fala em probabilidade próxima de 100% de persistência até fevereiro de 2027 e prevê uma intensificação para níveis muito fortes.

É uma mudança importante.

A incerteza sobre a existência do fenómeno praticamente desapareceu.

A principal incógnita passou a ser a magnitude máxima do evento.

3. A hipótese de um evento histórico ganhou peso

A NOAA estima atualmente uma probabilidade de 69% de que o El Niño de outubro–dezembro de 2026 atinja ou ultrapasse +2,5 °C no RONI, valor que o colocaria acima dos eventos registados desde 1950 segundo essa métrica.

Esta previsão deve ser interpretada com cuidado.

“Histórico” não significa que todos os impactos históricos irão repetir-se.

Significa que a intensidade oceânica prevista poderá estar entre as maiores da série moderna.

 

O Pacífico está a mostrar sinais de um evento excepcional

A evolução do oceano é particularmente relevante.

A OMM indica que o Niño 3.4 passou de uma média de cerca de +1,5 °C em maio–julho para cerca de +2,0 °C em julho, enquanto os valores semanais posteriores chegaram a aproximadamente +2,2 a +2,6 °C.

Ao mesmo tempo, foram observadas anomalias superiores a +8 °C abaixo da superfície em algumas áreas do Pacífico tropical.

Isto significa que não estamos perante apenas uma camada superficial de água quente.

Existe uma grande quantidade de energia acumulada no sistema oceânico.

É uma das razões pelas quais NOAA, OMM e IRI esperam que o fenómeno continue a intensificar-se nos próximos meses.

O IRI já tinha identificado, em agosto, um sinal particularmente forte: 25 dos 26 modelos utilizados colocavam o Niño 3.4 na categoria “muito forte” durante outubro–dezembro de 2026. Quinze modelos chegavam a prever anomalias de pelo menos +3 °C.

 

O pico continua a apontar para o final de 2026

O calendário é importante.

O El Niño tende a desenvolver-se entre março e junho, atingir o pico entre novembro e fevereiro e influenciar fortemente a temperatura global no ano seguinte.

Para 2026–27, o consenso atual aponta para:

Período Situação esperada
Setembro–novembro 2026 El Niño muito forte em intensificação
Outubro–dezembro 2026 Janela de maior probabilidade de intensidade extrema
Novembro 2026–janeiro 2027 Período provável de pico
Dezembro 2026–fevereiro 2027 El Niño mantém-se muito provável
Início de 2027 Impactos climáticos continuam
Primavera 2027 Possível enfraquecimento, ainda com incerteza

A OMM prevê que o fenómeno continue até pelo menos fevereiro de 2027.

 

O segundo ingrediente: um planeta já demasiado quente

Há uma diferença importante entre 1997–98, 2015–16 e 2026–27.

Hoje o El Niño está a desenvolver-se num planeta significativamente mais quente.

Os dados do Copernicus divulgados em setembro mostram que agosto de 2026 foi, juntamente com julho de 2023, o mês mais quente da série instrumental, com uma temperatura média global de 16,96 °C, equivalente a +1,65 °C face ao período pré-industrial.

Os oceanos fora das regiões polares também atingiram uma temperatura superficial global recorde.

Isto não significa que o El Niño seja responsável sozinho pelo aquecimento.

Pelo contrário.

O principal motor do aquecimento de longo prazo continua a ser a acumulação de gases com efeito de estufa.

Mas o El Niño acrescenta agora uma componente natural de aquecimento ao sistema.

É precisamente esta combinação que aumenta a probabilidade de extremos.

A OMM sublinha que o aquecimento global não aumenta necessariamente a frequência ou a intensidade dos eventos ENSO, mas pode amplificar os impactos de um El Niño, porque uma atmosfera e um oceano mais quentes têm maior capacidade de armazenar e transportar energia e humidade.

 

O Índico pode tornar o cenário ainda mais complexo

Há outro elemento que ganhou importância nas previsões: o Dipolo do Oceano Índico (IOD).

A OMM prevê uma fase positiva do IOD, com um valor médio sazonal de aproximadamente +0,9 °C para setembro–novembro.

Esta configuração pode reforçar ou modificar alguns dos efeitos típicos do El Niño, sobretudo sobre a Austrália, África Oriental e regiões do Índico.

É uma das razões pelas quais não basta olhar apenas para o Pacífico.

O clima global de 2026–27 resulta da interação entre:

El Niño + IOD + Atlântico quente + aquecimento global + circulação atmosférica.

E é esta combinação que deve ser acompanhada nos próximos meses.

 

E Portugal?

Aqui está uma das partes mais importantes desta atualização.

Portugal não recebe um “efeito El Niño” automático.

O próprio IPMA alerta que a influência do El Niño sobre Portugal é indireta e não pode ser traduzida numa previsão simples de chuva ou seca.

O comportamento da atmosfera sobre o Atlântico Norte, incluindo a NAO — Oscilação do Atlântico Norte — pode alterar completamente o resultado.

Por isso, seria errado escrever:

“El Niño significa inverno seco em Portugal.”

Ou:

“El Niño significa inverno chuvoso em Portugal.”

Nenhuma dessas afirmações é suficientemente robusta.

O que podemos fazer é identificar cenários de risco.

E é aí que a situação portuguesa começa a preocupar.

 

Portugal chega ao outono com um território já pressionado

Os dados mais recentes do IPMA mostram uma situação particularmente interessante.

Julho foi extremamente seco: apenas 0,8 mm de precipitação, equivalente a 8% da normal, e a seca meteorológica abrangia todo o território continental nas classes de seca fraca ou moderada.

Depois veio agosto.

Portugal continental registou 36,6 mm de precipitação, mais de 2,5 vezes a normal, tornando agosto de 2026 no quinto agosto mais chuvoso desde 1931.

A precipitação permitiu aliviar a seca em grande parte do território.

Mas não em todo o lado.

O IPMA assinala agravamento da seca no interior do Baixo Alentejo e Sotavento Algarvio.

Ou seja:

a situação hídrica melhorou, mas o risco não desapareceu.

E setembro começou novamente com calor extremo.

A 3 de setembro, Portugal continental registou uma temperatura média de 27,61 °C, o quarto valor mais elevado para qualquer dia de setembro desde 1941.

Em Alcochete chegaram-se aos 44,3 °C e em Portalegre a temperatura mínima atingiu 28 °C no dia seguinte.

 

E há aqui uma particularidade importante para a Região Centro

Para a Região Centro, a questão não deve ser colocada apenas como:

“Vai chover mais ou menos?”

A pergunta mais útil é:

Que combinação de chuva, calor, vento e estado do solo poderá encontrar um território que ainda está a recuperar de eventos extremos anteriores?

Esta é uma diferença fundamental.

Uma região pode passar de seca para chuva intensa sem passar por uma verdadeira recuperação estrutural.

A água pode chegar de forma demasiado rápida.

O solo pode não absorver tudo.

As linhas de água podem responder rapidamente.

Encostas e áreas fragilizadas podem voltar a ficar vulneráveis.

E infraestruturas que sofreram danos anteriormente podem ter uma margem de segurança inferior à normal.

É por isso que, para o Centro de Portugal, o risco deve ser acompanhado em quatro camadas:

1. Chuva intensa

Possibilidade de episódios concentrados de precipitação.

2. Vento

Potencial agravamento de danos quando tempestades atlânticas coincidirem com solos saturados.

3. Saturação do solo

A capacidade de infiltração e retenção de água será decisiva.

4. Vulnerabilidade das infraestruturas

Estradas, linhas elétricas, árvores, sistemas de drenagem, margens de rios e edifícios danificados entram no cálculo do risco.

O perigo não está necessariamente num único fenómeno. Está na combinação.

 

O sinal do IPMA para o outono português

A previsão sazonal disponível para setembro–novembro aponta para temperaturas médias acima do normal em Portugal Continental, com anomalias entre aproximadamente +0,5 °C e +1,5 °C.

Para a precipitação, o IPMA não identifica um sinal significativo para setembro.

Para outubro e novembro, surge um sinal de precipitação acima da média apenas numa faixa litoral do Norte continental.

Isto é particularmente importante.

O cenário de curto prazo não permite afirmar que o outono será globalmente chuvoso em Portugal.

Mas também não elimina a possibilidade de episódios de precipitação intensa.

São coisas diferentes.

Uma estação pode apresentar precipitação total próxima do normal e, simultaneamente, concentrar grande parte dessa chuva em poucos episódios extremos.

 

O que devemos vigiar no inverno 2026–27?

Para Portugal, a EDRO considera que há cinco sinais mais importantes.

🔴 1. N A O

É provavelmente o indicador atmosférico europeu mais importante para transformar a influência remota do El Niño num padrão concreto sobre Portugal.

🔴 2. Temperatura do Atlântico Norte

Um Atlântico excepcionalmente quente altera a energia disponível para sistemas meteorológicos e pode modificar a resposta típica do ENSO.

🔴 3. Trajetória das depressões atlânticas

Não interessa apenas quantas tempestades se formam.

Interessa por onde passam.

🔴 4. Estado do solo

A mesma quantidade de chuva pode produzir consequências completamente diferentes dependendo da humidade antecedente.

🔴 5. Sistemas de drenagem e infraestruturas

Depois de eventos extremos, a vulnerabilidade física do território torna-se um multiplicador do risco.

 

El Niño não significa necessariamente “um inverno extremo”

É importante travar aqui uma possível interpretação errada.

Um El Niño muito forte aumenta a probabilidade de determinados padrões climáticos, mas não determina sozinho o tempo de uma região.

A própria OMM salienta que a intensidade do El Niño não determina automaticamente a severidade dos impactos num determinado país.

Outros padrões climáticos podem reforçar, enfraquecer ou modificar a resposta.

É também por isso que o IPMA mantém uma posição cautelosa relativamente a Portugal.

Portanto:

El Niño muito forte ≠ Portugal necessariamente muito chuvoso.

El Niño muito forte ≠ Portugal necessariamente muito seco.

O que aumenta é a necessidade de monitorização.

 

O precedente histórico português

A história recente mostra precisamente por que razão devemos evitar relações demasiado simples.

O IPMA identifica, entre outros casos:

2015–16 — El Niño muito forte: ano extremamente seco e muito quente, com sete ondas de calor e inverno muito seco.

2016 — El Niño forte no início: temperaturas máximas muito elevadas e cinco ondas de calor em setembro e outubro.

2019 — El Niño fraco/neutro: inverno extremamente seco, com seca particularmente intensa no Sul.

2023 — transição para El Niño: segundo ano mais quente desde 1931 e três ondas de calor.

A conclusão não é que 2026–27 vá repetir qualquer destes anos.

A conclusão é outra:

o mesmo fenómeno global pode produzir respostas diferentes em Portugal.

 

O risco mais importante para Portugal pode estar na combinação

A análise EDRO passa, por isso, a considerar um cenário de risco composto.

Calor

🟠 Elevado

Seca

🟠 Vigilância reforçada

Chuva intensa

🟠 Vigilância reforçada

Tempestades atlânticas

🟠 Vigilância reforçada

Incêndios

🟠 Risco dependente da recuperação hídrica do outono

Cheias rápidas

🟠 Risco dependente da concentração da precipitação e saturação do solo

Infraestruturas vulneráveis

🔴 Prioridade de prevenção

Incerteza sobre o padrão português

🟠 Elevada

O ponto mais importante é este:

a incerteza meteorológica não significa ausência de risco.

Significa que a prevenção deve trabalhar com vários cenários.

 

O que muda para a Proteção Civil?

Para a Proteção Civil, a entrada no outono deveria significar uma passagem de uma lógica de resposta para uma lógica de preparação antecipada.

Não é necessário saber hoje se haverá uma grande tempestade em dezembro.

É necessário saber:

  • quais são as zonas mais vulneráveis;
  • que infraestruturas precisam de inspeção;
  • onde existem árvores ou estruturas instáveis;
  • que sistemas de drenagem estão comprometidos;
  • quais as zonas suscetíveis a movimentos de vertente;
  • que meios podem ser mobilizados rapidamente;
  • que informação deve chegar aos municípios;
  • e que indicadores irão desencadear níveis superiores de prontidão.

A WMO está precisamente a defender este tipo de abordagem, sublinhando que a previsão sazonal deve ser transformada em preparação antecipada.

 

E para a agricultura e água?

Aqui o risco é assimétrico.

Uma recuperação da precipitação no outono pode beneficiar solos, barragens e culturas.

Mas episódios extremos podem provocar erosão, perdas agrícolas e escorrência rápida sem uma recuperação equivalente das reservas subterrâneas.

Para a agricultura, o essencial será acompanhar conjuntamente:

precipitação + humidade do solo + reservas hídricas + temperatura.

Para a gestão da água:

chuva acumulada não é suficiente.

É necessário acompanhar a distribuição temporal da precipitação.

 

O sinal global já começou a aparecer

O mundo não está apenas a olhar para os modelos.

Alguns impactos compatíveis com um forte El Niño já estão a surgir.

Na Indonésia, o calor e a seca associados ao fenómeno estão a contribuir para uma temporada de incêndios particularmente severa. Os dados do sistema europeu Copernicus indicaram emissões de incêndios de cerca de 19,7 milhões de toneladas de CO₂ entre 1 e 7 de setembro, mais de quatro vezes a média sazonal e próximas dos níveis observados em 2015.

Na Europa Ocidental, entretanto, o verão terminou com níveis muito elevados de calor e baixos níveis de humidade do solo e caudais de rios em várias regiões.

Isto não significa que estes fenómenos sejam todos causados pelo El Niño.

Significa que o El Niño está a entrar num sistema climático já carregado de energia térmica.

 

O que devemos esperar até ao final do ano?

A leitura atual da EDRO é:

Setembro

El Niño forte → muito forte em intensificação

Outubro

Maior probabilidade de entrada no pico de intensidade

Novembro–dezembro

Janela crítica para a intensidade máxima

Janeiro–fevereiro de 2027

Persistência muito provável

Primavera de 2027

Possível enfraquecimento, mas ainda com incerteza

O IRI, NOAA e OMM convergem numa característica fundamental:

não há atualmente sinal convincente de uma saída rápida do El Niño.

 

O novo Radar EDRO

A classificação do El Niño deve, portanto, ser atualizada.

🔴 EL NIÑO 2026–27 — RISCO GLOBAL MUITO ELEVADO

Indicador Estado
Existência do El Niño 🔴 Confirmado
Intensificação 🔴 Muito elevada
Probabilidade de persistência até início de 2027 🔴 ~100%
Probabilidade de evento muito forte 🔴 >90% NOAA
Possibilidade de evento histórico 🔴 Elevada
Pico esperado 🔴 Final de 2026
Temperatura global 🔴 Muito elevada
IOD positivo 🟠 Provável
Impactos em Portugal 🟠 Indiretos e incertos
Região Centro 🟠 Vigilância reforçada
Necessidade de prevenção 🔴 Elevada

 

A conclusão EDRO

Há uma mudança importante na nossa leitura.

Em junho, o El Niño era uma ameaça climática em formação.

Em agosto, era um fenómeno forte em desenvolvimento.

Em setembro, passou a ser um dos principais riscos climáticos globais para o final de 2026 e início de 2027.

A OMM fala agora numa probabilidade próxima de 100% de persistência até fevereiro de 2027.

A NOAA atribui mais de 90% de probabilidade a um evento muito forte e coloca uma probabilidade significativa de que o episódio entre no território dos mais intensos desde 1950.

Mas para Portugal a mensagem deve ser diferente.

Não devemos tentar transformar El Niño numa previsão meteorológica simplista.

Devemos utilizá-lo como um sinal antecipado de risco.

E, para a Região Centro, há uma razão adicional para levar esse sinal a sério:

o território já demonstrou este ano que pode passar rapidamente de condições de seca e calor extremo para episódios de precipitação muito intensa.

Depois da experiência da Kristin, a questão não é esperar que a próxima tempestade seja igual.

É garantir que a próxima combinação de chuva, vento, solo e vulnerabilidade encontra um território mais preparado do que estava antes.

É essa, neste momento, a principal conclusão da atualização EDRO:

O El Niño não permite saber exatamente que inverno teremos. Mas já é suficientemente forte para justificar que o próximo inverno seja tratado como um cenário de risco e não como uma surpresa.

 

Fontes principais

NOAA/CPC — ENSO Diagnostic Discussion e previsões oficiais de intensidade.

OMM/WMO — El Niño/La Niña Update de setembro de 2026 e Global Seasonal Climate Update.

IRI/Columbia University — ensemble de previsão ENSO e intensidade projetada.

IPMA — atualização nacional do El Niño, monitorização climática e previsão sazonal para Portugal.

Copernicus/C3S — temperatura global e condições climáticas europeias em agosto de 2026.

EDRO — documentos técnicos de base — análises anteriores, analogias históricas e enquadramento dos impactos em Portugal.

 

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