Sessão de 15 de junho de 2026 abordou concerto solidário “Todos pela Marinha”, custos municipais da época balnear, revisão de tarifas e apoios a famílias carenciadas.

Debate sobre concerto solidário “Todos pela Marinha” domina período antes da ordem do dia

A reunião de Câmara da Marinha Grande, realizada a 15 de junho de 2026, ficou marcada por um intenso debate político em torno do concerto solidário “Todos pela Marinha”, realizado na Comeira.

O vereador João Brito (+MPM) criticou a baixa adesão do público e apontou falhas na estratégia de comunicação e na escolha do local, defendendo uma avaliação “com humildade” do evento.

Aurélio (+MPM) reforçou as críticas, referindo que o processo terá sido pouco participado e que a cobrança de bilhetes limitou a adesão da comunidade.

Em sentido contrário, Sérgio Silva rejeitou as críticas, classificando-as como “demagógicas”, e destacou que o evento teve custos municipais na ordem dos 97 mil euros e receitas de cerca de 22 mil euros, geridas por associações locais. O responsável sublinhou ainda a valorização do espaço da CR Comeira.

Armando Constâncio defendeu a necessidade de contributo financeiro em iniciativas solidárias, alertando que eventos gratuitos implicariam custos adicionais para o município.

O presidente da Câmara elogiou a organização técnica do evento e anunciou a realização de um novo concerto solidário no Porto, promovido pela Casa da Música e Pedro Abrunhosa, com apoio ao Sport Operário Marinhense.

Colónias de férias e apoio às crianças condicionadas por danos pós-tempestade

Outro tema em destaque foi a resposta municipal às atividades de verão.

A vereadora Ana informou que a colónia de férias habitual não irá abrir este ano devido a danos provocados por uma tempestade, estando em preparação alternativas com parceiros, ainda sem solução final definida.

O executivo garantiu que está a trabalhar com entidades locais para assegurar programas de ocupação de tempos livres para crianças e jovens.

Época balnear com custos reforçados e infraestruturas em análise

Na área das infraestruturas, foi questionado o estado do Ponto da Boavista, que continua encerrada sem intervenção visível.

O executivo municipal referiu ainda que a época balnear arrancou com boa afluência, mas com um aumento significativo de custos operacionais, estimados em cerca de 650 mil euros, devido à recuperação de danos provocados por intempéries.

Foi também esclarecido o modelo de gestão dos sanitários em São Pedro de Moel, integrados numa concessão privada, com obrigação de utilização gratuita, dependendo qualquer alteração de revisão contratual.

Revisão das tarifas da água e serviços gera debate político

Um dos pontos mais relevantes da ordem do dia foi o início da revisão dos regulamentos de água, saneamento e resíduos.

Segundo o executivo, a água apresenta atualmente um excedente de cerca de 28%, enquanto o saneamento e os resíduos registam défices superiores a 50%, o que exige reequilíbrio financeiro e investimentos estimados em 22 milhões de euros.

A oposição alertou para o impacto das alterações tarifárias nas famílias, defendendo mecanismos de proteção social e maior transparência.

O executivo clarificou ainda a separação de responsabilidades entre entidades municipais e operadores externos na gestão do saneamento e resíduos.

A proposta foi aprovada por unanimidade, prevendo-se uma redução da tarifa da água e ajustes nos restantes serviços.

Apoios sociais aprovados por unanimidade

Foram ainda aprovados, por unanimidade, apoios económicos eventuais a famílias em situação de vulnerabilidade, bem como pedidos relacionados com domínio público marítimo, licenças de ruído e atividades de verão.

Outros pontos e agenda futura

A reunião incluiu ainda a aprovação de reparações na rede de água, conhecimento do saldo de tesouraria municipal, e processos de reabilitação urbana.

Foi também realizada uma homenagem ao atleta Manuel Piteira no final da sessão.

O executivo anunciou uma reunião extraordinária para 19 de junho, dedicada a refeições escolares e fornecimento de energia elétrica, e uma reunião descentralizada marcada para 29 de junho na Vieira.