Exposição reúne 40 retratos de espécies selvagens e pode ser visitada entre 19 de agosto e 6 de setembro, no Edifício Cultural Cosmos Azul & Mar. O artista britânico vive na Marinha Grande e regressou ao território em 2022/2023.
Marinha Grande recebe, a partir de 19 de agosto, uma nova exposição de Dermot Allen. “Silent Witnesses” reúne 40 retratos de espécies selvagens e propõe um olhar artístico sobre a beleza da vida animal e a necessidade da sua conservação.
A exposição estará patente até 6 de setembro, no Edifício Cultural Cosmos Azul & Mar, Sala Mar – Piso 1, em São Pedro de Moel, na Rua Doutor Adolfo Leitão, n.º 9. A entrada é livre.
A mostra apresenta-se sob o conceito de “Testemunhas Silenciosas” e coloca no centro animais que, através do olhar do artista, passam a representar também a fragilidade dos ecossistemas e a urgência da sua preservação.
Um artista britânico com uma longa ligação à Marinha Grande
Dermot Allen é designer, artista e professor de arte e design. A sua relação com a Marinha Grande começou em 1991, quando se mudou para a cidade para trabalhar na indústria vidreira, na JM Glass.
Entre 1996 e 2000, lecionou Design de Produto na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viana do Castelo. Mais tarde regressou a Inglaterra, onde concluiu um mestrado em Multimédia Interativa e desenvolveu atividade nas áreas da multimédia e dos jogos.
Depois de vários anos no Reino Unido, voltou a estabelecer-se na região com a sua esposa. O seu trabalho artístico passou entretanto a incorporar de forma crescente as paisagens e os elementos naturais que encontra na região.
Da “Green Hope” às “Silent Witnesses”
A nova exposição surge depois de “Green Hope”, apresentada no Foyer do Museu do Vidro, na Marinha Grande, em 2024.
A mostra, inaugurada a 2 de março daquele ano, apresentou pinturas inspiradas na paisagem natural da região e na envolvente da Pedra de Baixo. A iniciativa foi divulgada pelo Município da Marinha Grande e pela agenda cultural municipal.
Na altura, Allen explicou que procurava captar no seu trabalho a beleza e a dimensão quase terapêutica da paisagem local.
“Pedra é um lugar mágico único de beleza e maravilhas, onde se pode caminhar, limpar a mente e curar o corpo e a alma.”
A experiência de “Green Hope” marcou uma etapa importante na ligação entre o artista, a paisagem da região e o público local. A nova exposição desloca agora o foco da paisagem para os animais e para a relação entre o ser humano e o mundo natural.
Quarenta retratos para lembrar o que pode desaparecer
“Silent Witnesses” apresenta 40 retratos de espécies selvagens.
A escolha do título não é apenas estética. Os animais retratados são apresentados como testemunhas silenciosas de um mundo natural sujeito a profundas transformações.
A exposição procura, assim, conjugar duas dimensões: a contemplação artística e a sensibilização para a conservação da biodiversidade.
Esta abordagem prolonga uma preocupação já presente em “Green Hope”, onde a sustentabilidade e a relação com a natureza estavam entre os temas associados ao trabalho do artista.
Uma exposição com identidade local
Apesar da origem britânica, Dermot Allen tem uma ligação de várias décadas à Marinha Grande. A sua história cruza-se com uma das principais marcas económicas e culturais do território: a indústria vidreira.
A sua passagem pela JM Glass, a experiência como professor de design e o posterior regresso à região fazem com que o percurso artístico de Allen se inscreva também numa história de mobilidade, conhecimento e ligação entre diferentes áreas criativas.
A exposição em São Pedro de Moel acrescenta agora uma nova dimensão a esse percurso, aproximando arte, natureza e território.
Onde e quando visitar
“Silent Witnesses – Testemunhas Silenciosas”
Artista: Dermot Allen
Local: Edifício Cultural Cosmos Azul & Mar, Sala Mar – Piso 1
Morada: Rua Doutor Adolfo Leitão, n.º 9, 2430-491 São Pedro de Moel
Data: 19 de agosto a 6 de setembro de 2026
Entrada: Livre
A exposição constitui uma oportunidade para conhecer uma nova fase do trabalho de Dermot Allen e, simultaneamente, para observar como um artista com uma longa ligação à Marinha Grande transforma a natureza que o rodeia em matéria artística.