Intervenções na reunião de Câmara expõem problemas persistentes em várias freguesias

A reunião da Câmara Municipal da Marinha Grande, realizada a 18 de maio de 2026, ficou marcada por várias intervenções de munícipes, que apontaram falhas na gestão dos cemitérios, atrasos na recuperação de danos provocados pela tempestade e problemas estruturais de manutenção urbana.

Cemitérios geram maior contestação

A gestão do Cemitério do Casal Galego foi um dos temas mais críticos.
Jorge Paixão denunciou o levantamento da campa da sua mãe sem aviso direto à família, classificando a situação como uma falha grave de comunicação.

Foram também levantadas dúvidas sobre o acesso a ossadas, com queixas de impossibilidade de consulta durante vários anos devido à reutilização de espaços.

Virgílio Gregório apontou problemas de manutenção, referindo o estado das capelas, muros e vegetação. Defendeu que o espaço deveria ser tratado como um jardim e questionou ainda a ausência de instalações sanitárias.

Tempestade: recuperação lenta e riscos por resolver

Os impactos da última tempestade continuam a gerar preocupação.
Hermínia Leal relatou danos na sua propriedade após o colapso de uma fábrica em ruínas, criticando a falta de resposta da Proteção Civil e do município.

Também foi mencionada a suspensão da recolha porta-a-porta de resíduos volumosos, apontada como fator de degradação da imagem urbana.

Em São Pedro de Moel, foi alertado o risco no miradouro do Vale de São Pedro, onde estruturas danificadas continuam a representar perigo para os visitantes.

Problemas crónicos nas vias e trânsito

A Rua do Sobral voltou a ser alvo de críticas, descrita como estando em más condições há vários anos, sem solução efetiva por parte de sucessivos executivos.

Foram ainda denunciadas situações de obstrução da via pública com entulho, sem intervenção eficaz das autoridades.

O ruído e as vibrações provocadas por veículos pesados também foram apontados como problema em algumas zonas, com pedidos de estudos sobre o impacto.

Na zona da Escola da Comeira, foi sugerida a implementação de sentido único para reduzir o congestionamento nas horas de entrada e saída.

Ambiente e espaço público sob pressão

Entre as preocupações ambientais, destacou-se a questão do abate de árvores junto à Escola da Comeira, com dúvidas sobre eventual replantação.

Foram ainda reportadas falhas na limpeza de espaços públicos, como o Monumento aos Combatentes, e a presença de publicidade desatualizada em placares.

Munícipes sugeriram maior sensibilização dos comerciantes para a correta deposição de resíduos junto aos ecopontos.

Questões sociais levantam dúvidas

No plano social, foi questionada a implementação do programa Radar Social, nomeadamente no acompanhamento e integração de comunidades locais no mercado de trabalho.