Representantes da Comissão de Utentes da Saúde e da Associação de Pais da Escola João Beare apelaram a respostas urgentes para problemas que dizem afetar diretamente a qualidade de vida da população.

As intervenções do público marcaram a Assembleia Municipal da Marinha Grande, realizada a 29 de junho, trazendo para o debate preocupações que vão além da discussão política. A falta de resposta nos cuidados de saúde e as condições de segurança da Escola João Beare foram os principais temas apresentados pelos representantes da sociedade civil, que pediram soluções concretas e maior rapidez na resolução dos problemas.

 

Comissão de Utentes alerta para perda de resposta na saúde

Em representação da Comissão de Utentes da Saúde da Marinha Grande, Luís Guerra Marques alertou para a redução da resposta dos cuidados de saúde no concelho, considerando que a população continua sem uma solução adequada para situações urgentes durante a noite e nos dias úteis.

Na sua intervenção, recordou que a Marinha Grande é um concelho com forte atividade industrial e milhares de trabalhadores em diferentes turnos, defendendo que essa realidade exige uma resposta permanente e adequada do Serviço Nacional de Saúde.

O representante apelou ainda à participação da população na concentração agendada para a Praça Stephens, considerando que a mobilização dos cidadãos é essencial para sensibilizar as entidades responsáveis para a necessidade de reforçar os serviços de saúde no concelho.

 

Associação de Pais denuncia degradação da Escola Básica João Beare

Também Ricardo Pereira, em representação da Associação de Pais da Escola Básica João Beare, utilizou o período destinado ao público para descrever a crescente preocupação das famílias com o estado do estabelecimento de ensino.

Segundo explicou, os problemas estruturais da escola continuam a agravar-se, apontando situações como pavimentos que cedem, infiltrações e zonas consideradas inseguras para alunos e profissionais.

Durante a intervenção foi ainda referido um acidente que levou à hospitalização de uma professora após uma queda, situação que reforçou o sentimento de insegurança vivido pela comunidade escolar.

O representante dos pais manifestou preocupação com a demora na concretização das obras prometidas e com a falta de informação clara sobre os prazos de execução e o financiamento da intervenção.

 

Pedido de respostas concretas

Apesar de incidirem sobre áreas distintas, as duas intervenções convergiram numa mesma mensagem: a necessidade de decisões rápidas e de respostas concretas por parte das entidades públicas.

Enquanto a Comissão de Utentes defendeu o reforço dos serviços de saúde para responder às necessidades da população, a Associação de Pais pediu prioridade à requalificação da Escola Básica João Beare, considerando que a segurança dos alunos e dos profissionais deve ser tratada como uma urgência.

 

Sociedade civil leva preocupações do dia a dia à Assembleia

As intervenções dos munícipes voltaram a demonstrar o papel da Assembleia Municipal como espaço de participação pública, permitindo que cidadãos e representantes de associações apresentem diretamente aos eleitos as preocupações da comunidade.

Nesta sessão, as questões relacionadas com a saúde e com a educação acabaram por ocupar um lugar de destaque, refletindo problemas que continuam a preocupar muitas famílias do concelho e que aguardam respostas das entidades competentes.